🗓️ 07 de Outubro de 2025
✍️ Radar Político AP
📍 Macapá | Justiça | Condenação
Caso que mistura dinheiro, câmeras e ameaça terminou em condenação na Justiça do Amapá
Um crime digno de novela policial sacudiu Macapá. O ex-secretário municipal Pedro Filé caiu num golpe armado por quem ele contratou para cuidar da segurança da própria casa.
O técnico em segurança eletrônica David Dias da Silva, de 39 anos, foi condenado pela Justiça a mais de quatro anos de prisão por furtar R$ 20 mil da casa do ex-secretário e ainda tentar chantageá-lo com um vídeo de conteúdo íntimo e constrangedor, onde Filé aparece se masturbando.
🔧 Serviço que virou armadilha
Tudo começou em julho de 2024, quando o técnico foi chamado para consertar o portão eletrônico e revisar o sistema de câmeras da residência de Filé, no bairro Novo Horizonte.
Durante o trabalho, David fez uma cópia escondida do controle remoto e teve acesso ao sistema de gravação. Duas semanas depois, voltou ao local, abriu o portão com o controle falsificado e levou R$ 20 mil em dinheiro vivo guardados em uma gaveta do quarto.
O criminoso achou que ninguém descobriria, mas esqueceu de um detalhe: o sistema voltou a gravar logo após ele sair — e registrou a fuga.
💣 Chantagem com vídeo
Depois do furto, o técnico ainda tentou calar o ex-secretário com ameaças.
David afirmou ter acessado gravações de teor íntimo e pessoal, feitas por câmeras internas da casa, e ameaçou divulgar o material nas redes sociais caso Filé fosse à polícia.
Mesmo com medo da exposição, o ex-secretário denunciou o crime. A polícia reuniu provas, mensagens e vídeos que confirmaram a invasão e a chantagem.
⚖️ Condenação exemplar
Em maio de 2025, o juiz Diego Moura de Araújo, da 1ª Vara Criminal de Macapá, condenou David Dias da Silva pelos crimes de furto qualificado, invasão de dispositivo informático e registro não autorizado de conteúdo íntimo.
As penas somaram 4 anos, 1 mês e 15 dias de reclusão, além de 7 meses de detenção e 208 dias-multa.
O réu também terá de indenizar Pedro Filé em R$ 35 mil — sendo R$ 20 mil pelos danos materiais e R$ 15 mil pelos danos morais causados pela violação de privacidade.
Na sentença, o magistrado destacou que o réu vigiou a vítima por semanas, transformando a vida de Filé “num verdadeiro Big Brother”.
🚨 Alerta geral
O caso acendeu um alerta: quem instala câmeras e sistemas de segurança precisa ser de confiança.
Especialistas recomendam trocar senhas e acessos após qualquer manutenção e exigir que o profissional tenha registro e contrato formal.
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