🗓️ 01 de Setembro de 2025
✍️ Radar Político AP
📍 Macapá | CMM | Justiça
Azevedo e Bruno Igreja se movimentam para arquivar processo contra Furlan e proteger o prefeito na Câmara.
Um Projeto de Decreto Legislativo (PDL) apresentado pelo vereador Alexandre Azevedo será lido nesta terça-feira (2) na Câmara Municipal de Macapá. A proposta tenta encerrar o processo contra o prefeito Antônio Furlan antes mesmo de ouvir testemunhas, numa movimentação que soa como mais um esforço para blindar o chefe do Executivo de qualquer apuração séria.
Na semana passada, Azevedo já havia tentado emplacar a pauta, mas não reuniu o apoio necessário. Agora, insiste na narrativa de que a Câmara deveria se limitar ao inquérito policial, mesmo diante das inúmeras contradições que ainda pairam sobre o episódio.
Apesar das tentativas de passar a imagem de vítima, Furlan se vê cada vez mais pressionado. O próprio laudo médico derrubou a justificativa usada por ele para prender jornalistas, enquanto a Polícia Civil desmascarou um áudio manipulado com inteligência artificial, divulgado por aliados, para sustentar versões convenientes ao prefeito. Até mesmo assessores bem remunerados do município entraram no jogo de espalhar o conteúdo falso.
A iniciativa de arquivamento foi mal recebida dentro da comissão processante. O presidente, vereador Ruzivan Pontes, lembrou que o processo é justamente o espaço para o prefeito se defender, e não para fugir do debate. O relator Alessandro Monteiro também criticou a manobra e disse estranhar a postura de Azevedo, que além de ser integrante da comissão, tenta agora enterrar a investigação.
A Polícia Civil confirmou que um áudio espalhado por apoiadores do prefeito Antônio Furlan, no qual se insinuava que jornalistas teriam recebido dinheiro para provocar confusão, havia sido adulterado com recurso de inteligência artificial. Um comunicador ligado ao núcleo político de Furlan, que recebe R$ 26 mil mensais da prefeitura, foi o responsável por dar ampla circulação à gravação falsa. Além disso, tanto o vereador Alexandre Azevedo quanto Bruno Igreja produziram vídeos separados, acusando de maneira enganosa o deputado Jory Oeiras de supostamente financiar a presença dos jornalistas na agenda oficial. Diferente de Azevedo, Igreja acabou removendo o conteúdo.
Na prática, o que se vê é um esforço cada vez mais explícito de proteger Furlan a qualquer custo, num jogo que parece priorizar conveniência política em vez de justiça.
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