🗓️ 03 de Setembro de 2025
✍️ Radar Político AP
📍 Macapá | Polícia Federal | Investigação
Mais uma vez, a Prefeitura de Macapá se vê no centro de denúncias por falta de transparência
A Polícia Federal abriu uma frente de investigação que atinge diretamente a licitação da obra do Hospital Geral Municipal de Macapá, orçada em mais de R$ 69 milhões. A apuração indica que o processo pode ter sido manipulado para beneficiar empresários ligados a agentes públicos.
Na manhã desta quarta-feira (3/9), equipes da PF cumpriram 13 mandados de busca e apreensão em residências e escritórios de investigados em Macapá e Belém. O alvo é um suposto esquema que teria envolvido fraude em licitação, pagamento de propina e movimentação irregular de dinheiro vivo.
Segundo os investigadores, um dos suspeitos teria movimentado cerca de R$ 9 milhões em espécie, levantando a hipótese de um esquema de lavagem de capitais. O contrato sob suspeita foi assinado em maio de 2024 e previa a construção de um hospital de grande porte, considerado estratégico para ampliar a rede de saúde pública da capital.
Se confirmadas as irregularidades, os envolvidos poderão responder por fraude em licitação, peculato e lavagem de dinheiro.
Impacto direto na saúde pública
A obra do hospital vinha sendo anunciada como um marco para desafogar a rede de urgência e emergência de Macapá. Agora, com a operação em curso, cresce a preocupação sobre o atraso na entrega da unidade e a possibilidade de paralisação do contrato.
Além do prejuízo financeiro, o caso levanta dúvidas sobre a transparência das contratações públicas no município e a fiscalização dos recursos destinados à saúde. Mais do que nunca, o episódio reforça a percepção de que a gestão do prefeito Antônio Furlan falha em garantir seriedade e responsabilidade na condução de projetos essenciais para a população.
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