Limpeza bilionária em Macapá? Contratos da Prefeitura levantam suspeitas de erro ou superfaturamento

📅 11 de Junho de 2025
✍️ Radar Político AP
📍 Macapá | Zeladoria urbana | Transparência

Três contratos ultrapassam R$ 139 bilhões — quase 100 vezes o orçamento anual do município. População questiona: onde está esse dinheiro?

A população de Macapá convive diariamente com ruas sujas, lixo acumulado e serviços de varrição precários. Mas uma consulta recente ao Portal da Transparência do município revelou um dado surpreendente: Três contratos de limpeza urbana firmados pela Prefeitura somam mais de R$ 139 bilhões.

Você não leu errado: bilhões.

Contratos milionários ou bilionários?

O primeiro contrato, firmado em novembro de 2023 com a empresa Spiricom Empreendimentos LTDA, tem como objeto a prestação de serviços de zeladoria urbana — varrição, coleta, roçagem, limpeza de canais e pintura de guias — e apresenta um valor realizado de R$ 66.214.747.022,00.

O segundo, assinado em abril de 2022 com a empresa Recicle Serviços de Limpeza LTDA, totaliza R$ 73.248.000.000,00, também para serviços similares nos distritos da cidade.

Esses números chamam atenção por um motivo óbvio: o orçamento total da Prefeitura de Macapá em 2024 gira em torno de R$ 1,5 bilhão. Ou seja, só esses dois contratos somam quase 100 vezes mais do que todo o orçamento municipal.

O terceiro, assinado em 2008, com vigência até 2028 com a empresa Rumos Engenharia Ambiental LTDA, totaliza R$ 80.611.200,00. O contrato foi assinado pelo ex-prefeito João Henrique Rodrigues Pimentel durante sua gestão como prefeito. Atualmente João segue como importante aliado político do atual prefeito, Antônio Furlan.

Erro de digitação ou superfaturamento?

A dúvida é legítima: estamos diante de um erro grotesco nos dados públicos ou de um possível esquema de superfaturamento?

Se for erro, revela uma gestão descuidada da transparência — grave, considerando que o Portal da Transparência é o principal canal de controle social. Se não for erro, trata-se de um caso que exige investigação urgente do Ministério Público do Estado e do Tribunal de Contas.

A cidade continua suja. E o dinheiro?

Enquanto isso, a população segue lidando com a ineficiência dos serviços de limpeza urbana. É justo perguntar: se bilhões foram empenhados, onde está esse dinheiro? E o mais importante: quem está fiscalizando?

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