🗓️ 17 de agosto de 2025
✍️ Radar Político Ap
📍Macapá | Denúncia | Caso HC
Delegado de caso Furlan limpa as redes sociais em meio à polêmica e o povo se pergunta se não caberia ao delegado se declarar suspeito e solicitar afastamento da investigação
A conclusão do inquérito que inocentou o prefeito de Macapá, Antônio Furlan, no episódio em que jornalistas relataram terem sido agredidos, está longe de encerrar o debate. O delegado responsável pelo caso, Raphael Paulino, já havia feito publicamente elogios ao próprio prefeito e críticas diretas à segurança pública do Governo do Estado. Agora, após a repercussão, suas redes sociais foram apagadas.
Em uma de suas postagens, Paulino exaltou Furlan durante a participação do gestor em um evento no interior do Amapá:
“O povo não esquece quem cuida, quem respeita, quem representa. E mais do que isso… o povo já escolheu. (…) Parabéns, prefeito Furlan. O senhor não precisa prometer — basta aparecer. A resposta está nas ruas.”

Pouco tempo depois, foi justamente ele quem conduziu o inquérito que concluiu que Furlan teria agido “em defesa de uma servidora” no episódio amplamente registrado em vídeo e denunciado por jornalistas.
Além do elogio ao prefeito, Paulino também deixou claro em suas redes sociais sua insatisfação com a gestão estadual da segurança pública. Em comentário, afirmou:
“Esse é um sintoma da incompetência na gestão da segurança.”

E, em nota de pesar pela morte de um policial penal, reforçou:
“A ausência de uma resposta firme por parte do Governo do Estado do Amapá não apenas fragiliza nossas instituições — ela ecoa como um grito de abandono.”
Essas manifestações públicas levantaram forte reação. Afinal, o delegado que deveria atuar com isenção em um caso envolvendo diretamente o prefeito já havia declarado, em público, admiração por ele, ao mesmo tempo em que atacava o governo estadual. Para muitos, o resultado do inquérito não convence justamente por essa contradição evidente.
Agora, com a exclusão de suas redes sociais, cresce ainda mais a sensação de que o delegado tenta se desvincular de posicionamentos anteriores que colocam em xeque a imparcialidade da investigação.
Um desfecho sob suspeita
O inquérito que deveria trazer transparência terminou deixando uma nuvem de desconfiança. A proximidade de discursos entre o investigador e o investigado não passou despercebida pela opinião pública, que enxerga no episódio um sinal preocupante de enfraquecimento das instituições.
O resultado oficial pode ter inocentado o prefeito, mas a percepção popular é outra: a de que a investigação não convenceu, pois carrega a marca de uma condução com cheiro de parcialidade. E, quando até as redes sociais do delegado desaparecem em meio à polêmica, a credibilidade do processo se torna ainda mais frágil.
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