🗓️ 15 de Outubro de 2026
✍️ Radar Político AP
📍 Macapá | Notícias | CMM
Pedro DaLua afirma que a sequência dos acontecimentos exige esclarecimentos e anuncia medidas para apurar a condução das investigações envolvendo Daniel Theodoro.
A Câmara Municipal de Macapá anunciou que adotará medidas para questionar a condução da Operação Cavalo de Troia, deflagrada nesta quinta-feira (15), que teve como alvo o vereador Daniel Theodoro, eleito vice-presidente da Mesa Diretora para o biênio 2027–2028.
Em manifestação pública, o presidente da Casa, Pedro DaLua, apontou circunstâncias que, segundo ele, precisam ser esclarecidas pelas autoridades responsáveis. Entre os pontos levantados está a data de abertura do Inquérito Policial nº 7248/2026, instaurado em 10 de setembro pelo delegado Estéfano da Silva Santos, mesmo dia em que uma reportagem da Record TV sobre o suposto envolvimento do ex-prefeito Antônio Furlan com facções criminosas foi gravada e exibida, com participação do delegado.
Outro aspecto destacado pela Câmara é o intervalo entre a eleição da nova Mesa Diretora e a deflagração da operação. A ação ocorreu dois dias após a votação que definiu a composição responsável pelo comando do Legislativo municipal no próximo biênio.
Para a Presidência da Câmara, a proximidade entre os acontecimentos justifica o pedido de esclarecimentos sobre as circunstâncias e os critérios que levaram à realização da operação naquele momento. A instituição defende que a atuação policial seja conduzida com absoluta imparcialidade, sem interferências de natureza política.
A Câmara também questiona a abrangência das informações divulgadas pela Polícia Civil sobre as diligências realizadas nas dependências do Legislativo. Segundo a manifestação, as buscas se concentraram em duas salas, ponto que, na avaliação da Presidência, precisa ser esclarecido diante da comunicação oficial sobre a operação.
Câmara acionará Corregedoria
Diante dos questionamentos, Pedro DaLua informou que, por meio da Procuradoria da Câmara, solicitará o afastamento cautelar do delegado Estéfano da Silva Santos das investigações relacionadas ao caso. Também será apresentada representação à Corregedoria da Polícia Civil para que sejam apuradas a regularidade da atuação do delegado e as circunstâncias da condução dos procedimentos.
A Presidência ressalta que as medidas anunciadas não representam oposição ao combate ao crime organizado nem intenção de impedir o trabalho investigativo. O objetivo declarado é assegurar que os procedimentos sejam conduzidos dentro da legalidade, com transparência e sem possíveis interferências indevidas na atividade parlamentar.
Ao se posicionar sobre o caso, a Câmara Municipal reafirma a defesa da autonomia do Poder Legislativo e cobra esclarecimentos das autoridades competentes sobre os pontos levantados após a operação.
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