🗓️ 22 de Maio de 2026
✍️ Radar Político AP
📍 Macapá | Ministério Público Eleitoral | Ex-prefeito
Defesa do ex-prefeito protocolou documento médico às vésperas da sessão; Ministério Público Eleitoral criticou o adiamento e afirmou que a demora pode comprometer a efetividade da decisão.
O julgamento do recurso que pode tornar o ex-prefeito de Macapá, Antônio Furlan (PSD), inelegível por suposto abuso de poder nas eleições de 2024 foi adiado nesta quarta-feira (9), no Tribunal Regional Eleitoral do Amapá (TRE-AP). O motivo foi a apresentação de um laudo médico, protocolado sob sigilo pela defesa do ex-gestor, que solicitou licença de 10 dias.
O processo voltou à pauta após determinação do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), atendendo a pedido do Ministério Público Eleitoral (MPE), diante de questionamentos sobre a demora na tramitação da ação.
Durante a sessão, a procuradora regional eleitoral, Sarah Cavalcanti, criticou o adiamento e afirmou que a postergação do julgamento pode comprometer a efetividade de uma eventual decisão judicial, considerando os prazos do calendário eleitoral.
Segundo o Ministério Público Eleitoral, o laudo médico foi protocolado sob sigilo, impossibilitando o acesso ao conteúdo do documento. A procuradora informou que solicitou oficialmente vista do laudo, mas o pedido não foi atendido. Ela também observou que o escritório responsável pela defesa conta com outros advogados habilitados para atuar no processo.
Com o adiamento, o julgamento permanece sem nova data definida, prolongando a expectativa em torno de um dos processos eleitorais de maior repercussão no estado.
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